quinta-feira, 13 de março de 2014

Pequenos nadas

Hoje o dia não começou muito bem. Quando saímos de casa percebemos que um carro tinha raspado no nosso durante a noite e um dos lados estava coberto de tinta alheia. Recados não havia, ninguém que se acusasse. Saímos atrasados, enervados e com o prenuncio de um mau dia. 
Mas à hora do almoço o homem teve indícios de uma excelente noticia que se avizinha e eu deliciei-me a comprar sapatinhos de verão para o bebé. 
Da parte da tarde um vizinho ligou porque afinal alguém tinha visto dois homens visivelmente embriagados bater-nos no carro. Sabia matricula e tudo. 
Invadida de esperança, decidi marcar um fim-de-semana fora, o ultimo antes da cirurgia e do consequente repouso. Elaborámos todo um plano com base na certeza de que ainda temos tantos momentos felizes pela frente, porque mesmo que as coisas más aconteçam, há que relativizar, porque afinal somos tão afortunados. 
Não é que coisas más não nos aconteçam, também nos riscam o carro, também nos retiraram dinheiro nos ordenados, também somos hospitalizados e operados, também passamos a noite em claro com as viroses da criança, também queríamos mais filhos sem poder e tudo e tudo e tudo... mas somos saudáveis (q.b.), trabalhamos (no que gostamos) e vivemos a vida com as pessoas que mais amamos, por isso...o que são estas coisas comparadas com os males do mundo? Apenas e só pequenos nadas! 

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