terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sem dormir



Este ano, pela primeira vez, o nosso filho não vai dormir a sesta na escolinha. Ele está radiante com a ideia desde o primeiro dia. Já nós ainda estamos a ajustar-nos a uma vida sem sesta. 

No ano lectivo que passou já ele pedia para não fazer a sesta, até porque considera "dormir uma perda de tempo" - palavras do próprio. Mas nem nós nem a equipa pedagógica fomos na conversa dele e portanto continuou a dormir. Nas férias de Verão a sesta também era paragem obrigatória para repor as energias. 


Este ano lectivo as normas da escola ditam que  na faixa etária dele já não durmam, e nós tivemos que nos adaptar. Não é que ele não aguente sem dormir, há muito que aguenta, mas à medida que a tarde avança o cansaço vai lhe levando a melhor, e a rabugice já começa a ser bastante por volta da hora do jantar.

Nós notamos, na escola notam, e já me vieram dizer que nem parece o mesmo. Que anda impaciente, menos tolerante com os colegas, rabugento e birrento, para nomear algumas das queixas.


Cá em casa, viagens de carro antes do jantar estão proibidas porque para ele isso significa saltar o jantar e dormir até de manhã. Saídas para jantar fora de casa (mesmo que a pé) são de evitar e mesmo em casa o jantar não pode mesmo fugir das 20h porque às 21h está na cama, por sua própria iniciativa. 

Única coisa boa que esta nova fase sem sestas trouxe foi isso mesmo. O miúdo que antes tinha mil desculpas para não ir dormir - só mais um episódio, uma história, chichi, sede, um beijinho mais etc. agora acaba de jantar e diz "vou lavar as mãos e os dentes e vou dormir". E nós ficamos de boca aberta a olhar para ele. 


É só mais uma etapa do crescimento, faz parte e vai passar sem deixar grande mossa, como todas as outras. Mas confesso que vou sentir muita falta das sestas. E não é por ele, é mesmo por mim. É que eu adoro uma boa sesta e as dele eram a desculpa perfeita para as minhas! 
Sabem aquele conselho que nos dão quando os bebés nascem "aproveita para dormir quando ele dorme"? Pois eu levei-o muito a sério! Até aos quatro anos! 


Sei que ele está na boa sem a sesta, já eu, não sei se vou sobreviver sem as minhas...

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