quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Enquanto isso nós por cá...


Trump ganhou as eleições nos States o que é, como o próprio nome indica, uma grande trampa, e tem tido em alvoroço este mundo e o outro, como se de alguma maneira bizarra o sol não fosse voltar a brilhar na terra. "Apesar de você, amanhã há-de ser outro dia", dizia Chico Buarque e eu gosto de repetir baixinho para mim, em dias como estes. A verdade é que o sol nasce sempre, todos os dias. 

É isso que acontece a cada manhã de noite mal dormida, entre termómetros e baldes de vomitado. Cá por casa a trampa tem sido essa, com um miúdo doentinho que não permitiu ver a rendição do famoso assassino em directo para a TV, nem a derrota de Clinton contra um candidato ainda mais anedótico, nem espreitar o websummit nem sequer fazer as coisas importantes como trabalhar.

O meu filho prova-se um verdadeiro homem na pieguice da doença e só quer uma coisa: mamã. E como ele é o mais importante do mundo, o mundo pára quando ele precisa de mim e toda a trampa do mundo pode esperar. 

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