quarta-feira, 15 de março de 2017

Manter o foco no que é realmente importante


Esta semana tem sido muito exigente em termos de trabalho e por dois dias para além de levar o miúdo à escola, o pai também teve de o ir buscar, levar ao Karaté etc.

À primeira vista podemos pensar que isso não o vai afetar de maneira nenhuma, afinal de contas ele é um privilegiado que tem a sorte de ter da minha parte mesmo muita atenção e sobretudo tempo. No entanto provavelmente esse é mesmo o motivo que o faz ressentir-se imediatamente da mínima ausência. E esta manhã, o miúdo que é um geek da escola, não queria ir porque queria ficar comigo em casa. 


Quando se esgotaram os argumentos começou a dor de barriga, e quando lhe disse que mesmo que tivesse doente tinha que ir, já era o caminho que não era o melhor, o vento que incomodava... É que ele sabe que fico em casa a trabalhar e se abro o precedente corro o risco de haver birra todas as manhãs. 
Mas e o que custa a uma mãe, que para todos os efeitos vai estar em casa durante o dia, dizer ao filho que não pode lá ficar. Só uma mãe sabe como a famosa "culpa das mães" pode fazer com que nos sintamos culpadas até numa situação em que o nosso filho vai estar perfeitamente bem. Por isso, para o consolar lá fiz a promessa. 

- A mãe promete que te vai buscar cedinho hoje. 
- Logo a seguir ao almoço? 
- Não, logo a seguir ao lanche. 
- Ohhhhh! 

Voltei a casa e ataquei o trabalho mas as horas vão voando como se fossem minutos e quando vi a hora do lanche estava a passar e eu estava a uma hora da hora normal de o ir buscar portanto agarrei no casaco e voei para lá. Pensei que tinha que fazer alguma coisa melhor do que só trazê-lo mais cedo para casa e provavelmente continuar a trabalhar. Portanto cheguei à escola e anunciei que íamos ao cinema, comer fora e comprar um presentinho. 

Se ele sobrevivia sem isso? Claro que sim e muito bem. Mas não é por ele que o faço, é por mim. Para me relembrar amiúde do motivo que me levou a mudar as rotinas pessoais e profissionais e que todo o esforço que possa eventualmente fazer, só faz sentido ser feito se for para ter o privilégio de ter estes momentos com ele, a fazê-lo feliz só porque sim.

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